razão consentida
Jorge UrrutiaLeitura do Obscuro
Uma Semiótica de África
Ed. Teorema, 2000
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No Teseo de André Gide, Édipo explica bem que desejava rebentar não tanto os seus olhos, mas sim a teia, “essa decoração entre a qual me afanava, essa mentira em que tinha deixado de acreditar, para alcançar, por fim, a realidade”.
Porque o Édipo de Gide compreendeu por fim que o olhar se tinha confundido com aquele que é olhado. Por isso, cego, conclui, sem dúvida iluminado: “Oh, escuridão, minha luz!”


