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o princípio turco

Moris Farhi
Young Turks
Saqi Books, 2004



1: Rifat
In the Beginning

In the beginning, there is Death.
All creatures meet it at birth. Animals never forget the encounter. With very few exceptions, we humans always do, even tough we haggle with it several times a day. This commerce is never conducted with the brain or the heart, as we might expect, but with the genitals. The tinglings we feel between our legs are not always caused by sexual desire or fear. Mostly, they document our negotiations withe the Clattering Skeleton.

(...)

13: Aşık Ahmet
Go like Water, Come Like Water

Death stirs again, my child. Her portal is glistening with dew. What a glourious sight! Any minute now this âşık, this lover, will witness the Godhead.
She's letting me have one final cigarette. Time for last words.
Home truth two: Don't be fooled when people tell their cultures and civilisations are superior to yours. Such paranoia afflicts much of European and the US. Just remember every culture, every civilisation, every literature has in own splendour.
Home truth three: Remember you can neither change your roots nor transplant them. So be proud of them. Relish them.
Home truth four: Be a Loving Man. Always. And to everybody.
Home truth five: You went like water. Now come back like water.
The cigarette is finished. She is wrapping her legs around me ...
Farewell, my child, my dear, dear child ...

enlevo paginado

Saul Bellow
Collected Stories
Penguin Books, 2001


BY THE ST. LAWRENCE
NOT THE ROB REXLER
?
Yes, Rexler, the man who wote a those books on theater and cinema in Weimar Germany, the author of Postwar Berlin and the controversial study of Bertol Brecht. Quite an old man now, it turns out, tough you wouldn't have guessed it from is work, physically handicapped - not disabled, only slightly crippled in adolescence by infantile paralysis. You picture a tal man when you rea him, and his actual short, stooped figure is something of a surprise. You don't expect the author of those swift sentences to have an abrupt neck,a long jaw, and aknot-back. But these are minor items, and in conversation with him you quickl forget his disabilities.

(...)

AFTERWORD
The reader will open his heart and mind to a writer who understood this - has understood because in his person he has gone trough it all, has experienced the same privations; who knows where the sore spots are; who has discerned the power of the need to come back to the level on one's true human destiny. Such a writer wil trouble no one with his one vanities, will make no unnecessary gestures, indulge himself in no mannerisms, waste no reader's time. He will write as short as he can.
I offer this brief appendix to the stories in this volume.


a criação do princípio


David Leeming with Margaret Leeming
A Dictionary of Creation Myths
Oxford University Press, 1994


Acoma Creation

The Acoma Indians of New Mexico live in an ancient pueblo commonly called Sky City, since it is perched atop a 600-foot maternal mound or butte. Like many Western American Pueblo cultures, Acoma society is matrilineal (ownership is passed down trough the female line). Not surprisingly, then, the Acoma creation is orchestrated by a female spirit and is representative of the emergence type of creation myth, a birth process that begins in the earth womb (see also Creation by Emergence)

(...)

Zuni Creation
The Zuni pueblo in New Mexico is the home of well-preserved and viable culture. Zuni ceremonies and myths reflect that viability in their intensity and complexity. The creation myth is no exception. Like the creation stories of the other pueblos, it is an emergence myth (see also Creation by Emergence). It is also an example of the ex nihilo creation (see also Creation from Nothing) and of creation by thought.

o fim da ciência

John D. Barrow
Impossibilidade
Os limites da ciência e a ciência dos limites
Ed. Bizâncio, Lisboa 2005


As estantes estão cheias de livros que dissertam sobre as conquistas da mente e sobre os chips de silício. As pessoas esperam que a ciência lhes diga o que pode e o que deve ser feito. Os governos procuram ajuda dos cientistas para melhorar a qualidade de vida e esperam que esses mesmos cientistas nos protejam de "progressos" anteriores. Os futurólogos consideram que a investigação humana não tem limites, enquanto os cientistas sociais consideram que o monte de problemas que esta suscita nunca mais tem fim. A visão que os média apresentam do futuro da ciência é dominada pelas nossas expectativas de grandes intervenções: a decifração do código genético humano, a cura de todas as doenças físicas, a manipulação dos próprios átomos do universo material e, finalmente, o fabrico de formas de inteligência que ultrapassam a nossa. O progresso humano assemelha-se, cada vez mais, a uma corrida à manipulação, em grande e pequena escala, do mundo que nos rodeia.

(...)

Vivemos em tempos estranhos. Vivemos também em lugares estranho. À medida que investigamos mais profundamente as estruturas lógicas interligadas que suportam a natureza da realidade, acredito que podemos esperar encontrar mais destes resultados profundos que limitam o conhecimento. O nosso conhecimento do Universo tem uma pequena vantagem. Finalmente, talvez cheguemos a descobrir que a vantagem fractal do nosso conhecimento do Universo define o seu carácter com mais exactidão do que o seu conteúdo, que o que não pode ser conhecido é mais revelador do que o que pode sê-lo.

razão consentida

Jorge Urrutia
Leitura do Obscuro
Uma Semiótica de África
Ed. Teorema, 2000


Este livro fala de uma África que não é. Ou melhor, de uma África que é, mas que não está, que está, mas que não existe. Não sou um especialista em estudos africanos nem em etnologia. Também não sou antropólogo. Pouco viajei por África e apenas conheço a África Subsariana.

(...)

No Teseo de André Gide, Édipo explica bem que desejava rebentar não tanto os seus olhos, mas sim a teia, “essa decoração entre a qual me afanava, essa mentira em que tinha deixado de acreditar, para alcançar, por fim, a realidade”.
Porque o Édipo de Gide compreendeu por fim que o olhar se tinha confundido com aquele que é olhado. Por isso, cego, conclui, sem dúvida iluminado: “Oh, escuridão, minha luz!”

encantamento

Elspeth Huxley
The Flame Trees of Thika
Memories of an African Childhood
Plimco Edition, 1998


We set off in a open cart drawn by four whip-scarred little oxen and pilled high with equipment and provisions. No medieval knight could have been more closely armoured than were Tilly and I, against the rays of the sun. A mushroom-brimmed hat, built of two thickness of heavy felt and lined with red flannel, protected her creamy complexion, a long-sleeved white blouse clasped her by the neck, and a heavy skirt of khaki drill fell to her booted ankles.

(...)

I made a face at Tilly. She saw the pawpaw, and frowned; we were trapped, the train had no corridor. She did no hesitate; smiling with all her charm, she asked the red-faced gentleman to help her stow our soda-water bottles on the rack, and in five minutes he was out of her hand. I looked through the open window at the undulating purple ridge-back of the Ngong hill, a haunt of lions and buffaloes, and was glad that I had kissed the four walls of the grass hut at Thika, and was bound to return.

confissões sem fim

Thomas Mann
As confissões de Félix Krull
Cavalheiro de Indústria
Relógio D'Água Ed., Junho 2003


Nas horas vagas da minha aposentação, no momento em que pego na pena para registar as minhas recordações (são de corpo, mas cansado, tão cansado que a narrativa avançará por pequenas etapas, mas com frequentes interrupções), no momento - dizia - em que, com a minha letra nítida e agradável, me preparo para fazer as minhas confissões ao paciente papel, sou assaltado por um escrúpulo fugitivo. Com a minha cultura e a minha instrução, estarei eu à altura deste empreendimento intelectual? Como o que tenho a dizer se refere às minhas experiências, erros e paixões estritamente pessoais e directos, a minha dúvida incide apenas sobre o ritmo e a qualidade do meu modo de expressão. Ora eu penso que, em assuntos desses, os estudos aturados e levados até ao fim têm menos importância do que uma vocação natural e uma educação cuidada desde o berço.

(...)

- Maria - gritei.
- Ah! - gritou ela, também com uma alegria violenta. Um turbilhão de forças primitivas levou-me ao reino das delícias. E mais tempestuosamente que durante o sangrento espectáculo ibérico vi, sob as minhas ardentes carícias, palpitar muito alto seio real.

o trono de alice

Matt Ridley
A Rainha de Copas
O sexo e evolução da natureza humana
Gradiva, 1ª Ed., Junho de 2004


Quando um cirurgião faz uma incisão num corpo, sabe o que vai encontrar no seu interior. Se, por exemplo, procura o estômago do doente, não espera encontrá-lo num local diferente em cada doente. Todas as pessoas têm estômagos, todos os estômagos humanos têm aproximadamente a mesma forma e todos se localizam no mesmo sítio.

(...)

Mas depois lembro-me de quanto progredimos desde Hume e de quão mais perto estamos do objectivo de uma compreensão completa da natureza humana do que alguma vez já estivemos. Nunca atingiremos esse objectivo completamente, e talvez seja preferível que nunca o atinjamos. Mas enquanto pudermos continuar a perguntar «porquê?» temos um objectivo nobre.

da certeza?

Ludwig Wittgenstein
Da Certeza
Ed. Bilingue
Biblioteca de Filosofia Contemporânea
Edições 70, 2000


1. Se você, de facto, sabe que aqui está uma mão, admitiremos tudo o mais.
Quando alguém diz que uma certa proposição não pode ser provada, evidentemente que não quer dizer que não possa ser derivada de outras proposições; qualquer proposição pode ser derivada de outras. Mas estas podem não ser mais certas do que a já mencionada. (A este respeito existe um comentário interessante de H. Newman)

(...)

676. Mas, mesmo se nestes casos não posso estar enganado, não será possível que esteja drogado? Se estiver e se a droga me tornou inconsciente, então realmente não estou a falar e a pensar. Não posso supor seriamente que estou a sonhar neste momento. Alguém que disser a sonhar "estou a sonhar", mesmo se o disser audivelmente, ao fazê-lo, não tem mais razão do que se disser "está a chover", enquanto chove realmente. Mesmo se o seu sonho estiver, na verdade, ligado ao ruído da chuva.

outro inútil

Hugo Pratt
O desejo de ser inútil
Memórias e Reflexões
Entrevistas com Dominique Petitfaux
Relógio D'Água Editores, 2005


- Qual das suas vidas nos vai contar?
- Conheço treze maneiras de contar a minha vida. Hoje escolho a sétima, por amor ao número sete, que é também o do gato: o gato tem sete vidas, e para conhecer a sétima tem pois que morrer seis vezes.

(...)

Para epígrafe desse poema, Paul Valéry recorrera a estes versos do poeta grego Píndaro: "Oh minha alma, não aspires à vida imortal, mas esgota o campo do possível." Assim viveu Hugo Pratt.

para a frente

Javier Cercas
Soldados de Salamina
Trad. Helena Pitta
Edições Asa, 1ª Ed., 2002


Foi no Verão de 1994, faz agora mais de seis anos, que ouvi falar pela primeira vez do fuzilamento de Rafael Sánchez Mazas. Três coisas acabam de me acontecer por esse altura: a primeira foi o meu pai ter morrido; a segunda foi a minha mulher ter-me abandonado; a terceira foi eu ter abandonado a minha carreira de escritor. Minto. A verdade é que dessas três coisas, as duas primeiras são exactas, exactíssimas; mas não a terceira. Na realidade, a minha carreira como escritor não havia maneira de arrancar, de modo que dificilmente poderia abandoná-la.

(...)

Vi o meu livro inteiro e verdadeiro, o meu relato real e completo, e soube que me faltava escrevê-lo, passá-lo a limpo, porque estava na minha cabeça do princípio (“Foi no Verão de 1994, faz agora mais de seis anos, que ouvi falar pela primeira vez do fuzilamento de Rafael Sánchez Mazas”) ao fim, um fim em que um velho jornalista fracassado e feliz fuma e bebe whisky num vagão-restaurante de um comboio nocturno que viajava pela campina francesa entre gente que janta e é feliz e empregados de mesa de lacinho preto, enquanto pensa num homem acabado que teve a coragem e o instinto da virtude e por isso nunca se enganou ou não se enganou no único momento da vida em que importava deveras não se enganar, pensa num homem que foi honrado e valente e puro na pureza e no livro hipotético que o ressuscitará quando tiver morto, e então o jornalista olha para o seu reflexo tristonho e envelhecido na janela que lambe a noite até o reflexo se dissolver lentamente e na janela surgir um deserto interminável e ardente, e um soldado sozinho, levando a bandeira de um país que é todos os países e que só existe porque este soldado levanta a sua bandeira proscrita, jovem esfarrapado, coberto de pó e anónimo, infinitamente pequeno naquele mar escaldante de areia infinita, caminhada para a frente sob o sol negro da janela, sem saber muito bem para onde vai nem com quem vai nem porque vai, sem se importar muito desde que seja para a frente, para a frente, para a frente, para a frente.

os homens do renascimento

Vida de Miguel Angelo
por Agostinho da Silva
Ed. do Autor, Famalicão, 1942


Messer Ludovico Buonarroti, Podestá de Caprese e de Chiusi, era um dos mais distintos cidadãos da Florença do Renascimento e pertencia a uma família que se notabilizara no ambiente comercial da cidade e pretendia, por outro lado, ser de ascendência nobre; casou com Francesca del Sera e, a 6 de Março de 1475, nasceu-lhe um segundo filho a que deu o nome de Miguel Angelo.

(...)

Com os mortos, galopa Miguel Angelo, já em Roma, pelas ruas desertas, nas noites de luar e nas noites de tempestade, pelas estradas ladeadas de túmulos, ou com êles visita, no silêncio nocturno, as obras de S. Pedro que terá de deixar incompleta mas como tal marca do seu génio que os seus sucessores lhe terão de seguir o plano; a 14 de Fevereiro de 1564 saíu mais uma vez sob as bátegas violentas e só voltou de madrugada, a arder em febre: deitou-se umas horas, depois levantou-se, passou a uma cadeira, ficou diante da lareira, a olhar o fogo, a ouvir o crepitar da lenha, quando o tumulto do carnaval romano se aplacava mais um pouco; vieram os seus amigos e Tomaso Cavalièri tomou-lhe a mão, num adeus a quem o adorara e para sempre partia; ao terceiro dia, levaram-no de novo para a cama, já sem nenhuma resistência; e a 18, a vélha companheira, seu tormento e seu guia, a Morte que sempre implorara e que sempre combatera, veio de leve e de leve o desprendeu das cadeias do tempo.

por debaixo do céu

Thomas Mann
Doutor Fausto
Trad. Herberto Caro
Pub. D Quixote, 2ªEd., 1999

Faço questão de assegurar com toda a clareza que não tenho qualquer intenção de colocar a minha pessoa num lugar de destaque, ao escrever algumas palavras acerca de mim mesmo e das minhas próprias actividades, antes de iniciar o relato da vida do finado Adrian Leverkühn, a primeira e certamente muito provisória biografia do saudoso homem e músico genial, que o destino tão terrivelmente assolou, engrandecendo-o e derribando-o.


(...)

Nessa altura, a Alemanha, as faces ardentes da febre, no apogeu de selvagens triunfos, cambaleava, ébria, a ponto de conquistar o mundo, graças a um pacto ao qual tencionava manter-se fiel e que assinara com o seu sangue. Hoje, cai de desespero em desespero, cingida por demónios, cobrindo um dos olhos com a mão e cravando o outro num quadro horroroso. Quando alcançará o fundo do abismo? Quando raiará, no meio da derradeira desolação, um milagre superior a qualquer fé, a luz da esperança? Um homem solitário junta as mãos e diz: "Que Deus tenha misericórdia das vossas pobres almas, meu amigo, minha pátria!"

turkana a meu lado

John Hillaby
Journey to the Jade Sea
4 Ed., Paladin, GB, 1977

I knew where I was going. The hill station of Wamaba, the place where this journey began, lies on the western edge of the deserts of North Kenya. To the north the mountains slant down to a strange lake. I had been to Wamba once before. The circumstances are unimportant except that towards the end of a long tour, conducted by friends in the Game Department and arranged, thoughtfully, for comfort. I became so fed up with looking at spectacular scenery through the dusty windscreen of a Land-Rover that I got out and climb a chunk of ancient rock called Lolokwi, largely to stretch my legs.

(...)

I saw Rudolf once more from a height of forty thousand feet. The time, near midnight, the Comet laden with dozing passengers traveling at hundreds of miles an hour. On the flight deck the navigator assured me we were almost directly above the Turkan shore, but in the light of a quarter-moon I could see almost nothing below. The pilot flicked over the switch of one of a bank of dials ant the precise outline of Rudolf appeared eerily green in the center of the radar screen "Looks a grim place", he said and switched it off.
I went back to my seat and we flew on towards Khartoum. The journey was over.

oiça, António Ferro!

Artur Inez
Oiça, António Ferro!
2ª Ed. Imprensa Beleza, 1933


Nós não pertencemos ao número, elevado por sinal, dos que o consideram simplesmente um imbecil que passa horas trágicas e aflitivas curvado sôbre a sua secretária do Notícias, de mãos fincadas nos parietais, suando, bufando em busca dum adjectivo salvador e bonito.
Não pertencemos a êsse número, porque o sabemos razoavelmente inteligente, embora de raciocínio lento e de precária realização verbalista, ainda que os seus panegiristas imaginem ou digam o contrário.
O senhor, Ferro, é um torturado da forma, que leva duas horas para escrever um período de quatro linhas que levou quatro horas a raciocinar...
E nem sequer é original!

(...)

O leitor que me perdoe. Fui mais longe do que queria. Com esta facilidade de escrever com que o destino me dotou, fui por aqui fora e não consegui responder ao Ferro.
Deixá-lo. Já agora não respondo.
É que entrou, neste instante, no meu gabinete, um camarada a dizer-me que o 1936, da 8.ª esquadra, sem que o chefe lhe encomendasse o sermão, estava ontem, na Baixa, de chanfalho na dextra a arrancar das paredes alguns exemplares do jornal onde lhe ferrei aquela trepa que o deixou a pão e laranjas.
Ora como posso eu responder ao amigo e correligionário do 1936 da 8.ª esquadra?
Nessa não caio eu...

superforça

Paul Davies
SuperForça
1ªEd. Gradiva, 1988


Todos gostamos de histórias de aventura. Uma das maiores aventuras de todos os tempos está a desenrolar-se neste preciso instante, no mundo sombrio da física fundamental. As personagens da nossa história são físicos em demanda de um prémio de valor incalculável - nada menos do que a chave para o universo.

(...)

Deveremos então concluir que o universo é um produto do desígnio? A física e a cosmologia modernas abrem-nos uma perspectiva tentadora: a de que poderemos vir a ser capazes de explicar, com base em processos naturais, a totalidade das estruturas físicas do universo. Não deveríamos então ter mais necessidade de um Criador no sentido tradicional do termo. Contudo, embora a ciência possa explicar o mundo, há que explicar a ciência. As leis que tornaram possível o nascimento espontâneo do universo parecem ser elas própria o produto de um desígnio, o universo tem de ter uma finalidade, e a física moderna sugere-me insistentemente que essa finalidade nos inclui a nós.

lonely in Tanzania


Mary Fitzpatrick
lonely planet - Tanzania
3rd Ed., 2005, Australia


Few areas of the continent captivate the imagination as does Tanzania. From Mt. Kilimanjaro's snow-capped summit to the Serengeti's wildlife-filled expanses, the country embodies what is for many quintessential Africa. It’s a melting pot of traditions, a crossroads of cultures and a supremely diverse and satisfying destination to explore. Moss-covered ruins of ancient Swahili city-states overlook fine white-sand beaches; cool, forested hillsides rise dramatically from the plains; and 100-plus ethnic groups amicably rub shoulders. Minarets are silhouetted against the skyline while nearby Christian churches resound with singing; wizened Makonde elders with facial etchings share seats with workers in Western dress: Dar es Salaam's gleaming modern face gazes across the waters at the cobbled streets of Zanzibar's old Stone Town.

(...)

Water:
Unless your intestines are well accustomed to Tanzania, don’t drink tap water that wasn’t been boiled, filtered or chemically disinfected (such as with iodine tablets). Also avoid drinking from streams, rivers and lakes unless you've purified the water first. The same goes for drinking from pumps and wells - some do bring pure water to the surface, but the presence of animals can still contaminate supplies.

no meio da vida

Poucos heróis sabem afrouxar os seus ímpetos quando, na plenitude das suas vidas, o triunfo conduz inexoravelmente sempre para a frente, muitas vezes até à autodestruição: Alexandre chorou ao julgar que já não havia mais mundos para conquistar; Napoleão insistiu sempre e acabou por se perder nas profundezas do Inverno russo. Mas Charles Dawin, ao contrário da regra, parou aparentemente após a publicação de A Descendência das Homem. Em vez, portanto, de defender e aperfeiçoar a teoria, escreveu o seu mais obscuro trabalho, um livro intitulado On the Various Contrivances by wich British and Foreign Orchids are Fertilized by Insects, dado à luz em 1862.

(...)

A metáfora estereotipada para a história da Terra é um relógio de 24 horas em que a civilização humana ocupa os últimos poucos segundos, mas eu prefiro destacar o resultado acumulado de efeitos extremamente insignificantes na escala das nossas vidas. Acabámos de completar outro ano e a Terra abrandou mais outro 1/50 000 de segundo, Afinal o quê? Exactamente aquilo que acabam de ler.

Stephen Jay Gould
O Polegar do Panda
Ed. Gradiva

o exórdio



Fernando Pessoa
Exórdio em prol da Filantropia e da Educação Física (páginas desconhecidas)
Porto, Ed. Cultura - 1955 (?)
Selecção e Comentários de Petrus
Desenhos de Almada Negreiros

Os milionários, e sobretudo os milionários americanos, que são popularmente os típicos, não gosam, em geral, de uma celebridade entusiástica. Do género de consideração que recebem dos que lhes são alheios, é exemplo cómico aquela frase de CHESTERON abre um dos seus contos: "Quer-me parecer que há uma centena de novelas policiarias que começam com a descoberta de que foi assassinado um milionário americano, acontecimento que, por qualquer motivo, é tido como uma espécie de desgraça".

(...)

Faço minhas as palavras do De Vitalis, mas por princípio e dever, não faço meu o seu vago pessimismo.

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